O céu não caiu. Pelo menos, não da maneira que Sam Altman, da OpenAI, pensava que seria.
Falando em Sydney na terça-feira, Altman jogou suas próprias profecias anteriores na lata de lixo. O chamado “apocalipse do emprego”? Não está acontecendo. Ainda não, de qualquer maneira. Ele estava “quase certo” no lado tecnológico – o ChatGPT foi lançado em 2022, lembra? Essa parte confere. Mas as consequências sociais e económicas? Ele estava “muito errado” sobre isso. A Reuters relatou sua concessão sem hesitação.
Considere suas antigas afirmações. Altman costumava insistir que a IA reduziria as taxas de rotatividade de empregos que historicamente duraram 75 anos em um mero piscar de olhos. Ele jurou que o atendimento ao cliente seria o primeiro. As linhas telefônicas morreriam. Os computadores cuidariam disso. As pessoas perderiam esses papéis. Ele disse isso com confiança.
“Estou muito satisfeito por estar errado sobre isso”, disse ele a Matt Comyn, CEO da CBA. “Achei que teria havido mais eliminação do trabalho de colarinho branco inicial do que realmente ocorreu.”
Ele percebe agora por que o pânico não se materializou. Sua intuição estava errada. Ele recebe as críticas – as pessoas disseram que ele estava alimentando a narrativa do Juízo Final, espalhando medo por cliques. No momento? Ele viu um risco real. Vale a pena falar. Ainda pode ser um risco. Ele deixa aquela porta entreaberta.
O mundo corporativo, entretanto, não está esperando para descobrir. A Meta acabou de cortar empregos para se voltar para a IA. A Cisco não fica muito atrás, confirmando demissões de 4.000 trabalhadores em maio passado. O CEO Chuck Robbins foi direto em sua postagem no blog: sobreviva concentrando-se na urgência e transferindo investimentos onde a demanda realmente existe. O foco é importante. A disciplina é mais importante.
Mas aqui está a reviravolta. O Gartner fez as contas. Oitenta por cento dos executivos dizem que estão demitindo pessoal para investir em IA. Os dados dizem algo totalmente diferente. As empresas se saem melhor quando entregam ferramentas de IA aos trabalhadores atuais, em vez de demiti-los. A eficiência vence a eliminação. Na maioria das vezes.
Altman também vê isso. Ele afirma que uma parte humana do emprego permanece intocada. Não replicável.
Ele até tentou terceirizar seus próprios e-mails e respostas do Slack. Deixe a IA dizer que foi o bot de Sam quem falou. Um exemplo incrível, com certeza. Mas ele voltou. Para respondê-las ele mesmo. Por que? Porque ele percebeu algo simples. Nós nos preocupamos com a pessoa do outro lado. Ou pelo menos ele faz.
O que isso significa para o resto de nós? Quem sabe. O medo não desapareceu, apenas mudou. Altman se afasta do abismo por enquanto, admitindo que a linha do tempo não se sustentou. Mas ele também não promete segurança. Apenas incerteza. Com ferramentas melhores.
Isso pode ser suficiente por hoje. Amanhã parece diferente. 🤷♂️
