A Apple dedicou muito tempo à segurança este ano na WWDC. Não as coisas chamativas de IA. Não o hardware.
Segurança infantil.
Os pais querem isso. Os defensores exigem isso. A Apple sabe que está se tornando o centro das atenções, especialmente com o mundo da tecnologia lutando por leis de verificação de idade que não vão esperar até que aperfeiçoem o produto.
A grande revelação? Contas infantis.
É um pacote de recursos disponíveis no iPhone, iPad e Mac.
A estrela aqui é algo chamado Ask to Browse. Parece simples. Isso é. As crianças não podem mais simplesmente vagar pela web. Eles têm que perguntar. A permissão é a porta de entrada agora. Sem permissão, sem surf. Não há acesso a sites específicos que você prefere que não encontrem às 2 da manhã.
A Apple não está começando do zero, na verdade. O Compartilhamento Familiar sempre teve limites de tempo de uso, bloqueios de lojas de aplicativos, limites de comunicação. Você poderia construir um forte em torno do dispositivo do seu filho antes. Agora a Apple está adicionando novas muralhas ao forte.
“Mantenha crianças menores de 13 anos off-line” é o conselho que está ganhando força.
A Apple ouviu isso. Ou, pelo menos, reconheceram o coro crescente de especialistas alertando sobre os danos a longo prazo das telas e dos feeds sociais.
Então agora você pode ajustar o caos. Defina limites de aplicativos com base na hora do dia. Obtenha recomendações sobre quanto tempo realmente deve durar o tempo de tela. A ferramenta de desfoque existente – aquela que desfoca a nudez – está sendo atualizada.
Agora também desfoca a violência gráfica. Sangrar.
É um mundo sujo lá fora. A Apple quer suavizar as arestas.
Muitos pais pagam há anos por dispositivos que fazem exatamente isso. Telefones Bark e dispositivos semelhantes já existem neste espaço.
Mas a participação de mercado da Apple? Incomparável.
Os aplausos dentro do Apple Park não abafaram as vozes lá fora.
Nem perto.
Enquanto os desenvolvedores olhavam para cima, uma coalizão liderada pela Heat Initiative e UltraViolet montou uma demonstração bem em frente à sede. Eles não trouxeram flores. Eles trouxeram um banner.
Dizia: “A Apple é alimentada pelo abuso sexual infantil”.
Eles se dirigiram diretamente a John Ternus. O novo CEO.
Eles perguntaram o que ele iria fazer.
É a quinta vez que os defensores protestam desta forma desde 2023.
Sarah Gardner, que dirige a Heat Initiative, não teve vergonha disso. Ela ressaltou que a Apple continua armazenando – e lucrando – com o compartilhamento de CSAM ilegal no iCloud. Mas a acusação se aprofundou.
Não é mais apenas armazenamento.
A App Store da Apple hospeda as ferramentas para criar o abuso. Deepfakes. Despir filtros. Geração de material de abuso por IA.
Tim Cook fez mal. John Ternus pode optar por torná-lo melhor. Ou não.
Os manifestantes veem um ponto de inflexão. Uma oportunidade para a nova liderança parar de monetizar os danos e realmente proteger os sobreviventes.
A citação dos jardineiros foi dura. Escolha um lado.
A Apple apoia as crianças?
No interior, lançaram novos recursos de segurança.
Lá fora, as pessoas gritavam por justiça.
Qual deles vai ficar?
